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Segurança

IMPRENSA

Revista LogWeb nº78 Agosto 2008

09/07/14

Estes equipamentos têm encontrado novas aplicações no mercado, sobretudo em função do aumento da produtividade. Mas, neste contexto, também há de se considerar os riscos de acidentes e as conseqüências do não uso das plataformas em locais que são requeridas.

As plataformas niveladoras são equipamentos que podem operar em docas externas ou internas, com a finalidade de aumentar a produtividade das operações de carga e descarga, por solucionarem as dificuldades de desnível entre o veículo e a rampa de carga. Segundo indicam os fabricantes e distribuidores destes equipamentos, além da facilidade de operação, o seu uso traz outras vantagens, como segurança, economia no tempo de carga e descarga, higienização nas câmaras frigoríficas, melhor interface entre a doca e o veículo e a ergonomia na operação de empilhadeira ou outros veículos de carga.

Na verdade, as plataformas niveladoras de docas funcionam como uma ponte entre o galpão e a traseira do caminhão no processo de carga e descarga, e oscilam para compensar a alteração e a variação da altura do piso da carroçaria, permitindo o acesso de carrinhos, paleteiras, etc. Sua instalação, além de eliminar degraus, preenche a fenda entre o veículo e o piso.

Estas plataformas variam em tamanho e capacidade de carga e podem ser mecânicas, hidráulicas, pneumáticas, embutidas, portáteis, pantográficas ou deslizantes,com acionamento manual ou elétrico.

As aplicações mais comuns destes equipamentos são em Centros de Distribuição, bem como em EADI’s, portos secos, operadores logísticos, indústrias e condomínio de empresas. Isto quer dizer que as aplicações mais freqüentes são aquelas relacionadas à movimentação de cargas paletizadas de produtos de grande consumo, como alimentos, higiene e limpeza, embalagens e produtos farmacêuticos.

Novas aplicações

Mas, além destas, as plataformas niveladoras de docas, em razão da dinâmica do setor, estão encontrando novas aplicações, e em novos segmentos.

Por exemplo, José Marcos Steger, consultor técnico da JM.Steger Soluções em Movimentação (Fone: 11 9951.9302), conta que elas estão sendo empregadas para a movimentação de cargas especiais, como bobinas de aço e alumínio, blocos de alumínio e cobre, fardos de celulose, pacotes de vidro, em navegação de cabotagem e transporte hidroviário.

“O que na realidade está acontecendo é uma maior consciência da necessidade e das vantagens da utilização da plataforma niveladora de docas”, explica Edison Salgueiro Junior, diretor da Marksell – MKS Equipamentos Hidráulicos (Fone: 11 4789.3690).

De fato, Paulo Comini, vice-presidente de vendas da Rite Hite Latin America (Fone: 11 3527.9590), acrescenta, que, em função dos custos de frete – que representam de 60% a 70% do custo da Supply Chain – ter produtividade na carga e descarga significa ter custos menores. “Por isto, cada vez mais outros segmentos têm procurado melhorar seus processos de carga e descarga utilizando equipamentos de movimentação e niveladores de doca. Acho que a globalização aumentou a necessidade de cargas em contêineres, levando empresas a optarem pelo uso de niveladores. Em outros países mais desenvolvidos, o uso de niveladores já é amplamente difundido – em quase todos os novos projetos já está previsto o uso destes equipamentos. No Brasil, as empresas exportadoras são as que têm percebido melhor os seus benefícios. Um destes casos é o da Embraer, que, apesar das características singulares de seu Supply Shain, faz projetos prevendo o uso de niveladores”, diz Comini.

Normas Técnicas só internacionais

São normas européias que parametrizam as dimensões e regulagens das plataformas niveladoras de docas para diferentes tipos de cargas e movimentação, altura entre os diversos tipos de veículos e layout de instalação da plataforma, informa Alexandra, da Cargomax, enquanto José Marcos, da JM.Steger, destaca que a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas faz referência ao coeficiente de segurança de cargas, enquanto a CLT – Consolidação das Leis de Trabalho aborda a ergonomia. “Aplicamos vários procedimentos da norma ABNT NM 267 – para elevadores hidráulicos de passageiro”, explica Gomes Neto, da Motam.

“Nos EUA e na Europa existem normas. Nos EUA, por exemplo, existe uma norma ANSI/LODEM MHH30.1-2000 quanto à prova de carga, para definir a capacidade de carga de um nivelador. Os sete maiores fabricantes de niveladores nos EUA se reuniram e definiram os critérios de teste para que os niveladores recebam esta certificação de capacidade de carga. É muito comum os niveladores apresentarem problemas após alguns anos de uso, como fadiga de soldas ou deformação do deck principal. A freqüência de carga (numero de caminhões por dia) x a carga total (peso de empilhadeira + carga + operador) determina a capacidade de carga dinâmica do nivelador. Esta norma foi feita para proteção dos usuários ao evitar que os fabricantes adotem diferentes normas de classificação da capacidade”, completa Comini, da Rite Hite Latin America.

Acidentes

Mas, em que seja prático o uso destes equipamentos, acidentes acontecem, como os que ocorrem com o uso de outros equipamentos de movimentação e armazenagem de materiais.

Alexandra Kyrillos, diretora da Cargomax Equipamentos Industriais (Fone: 21 2676.2560), comenta que o acidente mais comum nas plataformas niveladoras de docas é o posicionamento inadequado da pestana sobre carroceria do caminhão, ou seja, o veículo ultrapassa o limite de apoio da pestana, criando um ressalto entre a extremidade da pestana e o piso, dificultando a operação da passagem da paleteira e, em alguns casos, danificando as rodas das mesmas.

“Os acidentes mais comuns ocorrem quando um caminhão se afasta da doca enquanto está sendo carregado ou descarregado e a empilhadeira está sobre a plataforma niveladora. Outro tipo de acidente acontece com niveladores instalados na beirada dos galpões. Estes criam um grande vão aberto entre a traseira do caminhão e o galpão. Caso a qualidade do concreto do galpão não seja de altíssima qualidade ou a capacidade de carga da plataforma não seja respeitada, a queda deste equipamento poderá ocorrer. Nestes casos, os equipamentos mais seguros são, sem sombra de dúvida, os niveladores embutidos”, analisa Antonio Carlos Ziller, diretor comercial da CS Brasil (Fone: 31 3415.6154).

Ele ainda fornece algumas dicas para evitar estes acidentes. De acordo com Ziller, os niveladores de alta tecnologia são equipados com hastes de segurança que previnem a sua queda livre, tornando-os mais seguros. “Pode-se usar, também, uma trava que impeça a saída do caminhão antes que a operação seja completada. Esses equipamentos, conhecidos como travas de carreta, trabalham em conjunto, interlocados com niveladores e portas, seguindo uma seqüência lógica e segura nas operações de carga/descarga”, completa o diretor comercial.

Valdecir Francisco Vicchiate, diretor da HBZ Suspensões a Ar e Plataformas (Fone: 11 4208.7170), também alinha uma série de acidentes nas plataformas niveladoras de docas: veículo retirado sem levantar a plataforma, provocando queda abrupta da mesa – para evitar, sempre elevar a mesa da plataforma antes de movimentar o veículo; carga deixada sobre a mesa da plataforma por longo período, provocando abaixamento da mesa e escorregamento da carga – para evitar, nunca deixar a carga sobre a plataforma por longo período, se a mesma não for dimensionada para tal.

“Os acidentes mais comuns são provocados pela economia no seu dimensionamento – docas muito baixas – e pelo dimensionamento das niveladoras muito curto. Como estes acidentes podem ser evitados? Projetando as docas com 1.400 a 1.500 mm de altura e considerando o desnível máximo recomendável dos veículos de trânsito (desnível/comprimento) – empilhadeira a combustão 15%, empilhadeira elétrica 10%, transpalete 7% e carrinho manual 5%”, ensina José Marcos, da JM.Steger.

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